Não consigo fazer meu filho comer frutas e verduras!

Anike: Eu sempre leio e escuto dizer que as frutas e as verduras possuem muitas vitaminas e que se as crianças não comerem ficarão doentes mais facilmente, fico muito preocupada, já fiz de tudo!!! Mas eles odeiam esses alimentos!!! Como devo proceder?

Resposta: A gerente de nutrição o do Hospital e Maternidade São Luiz, Tânia Laterça, sugere colocar frutas junto às guloseimas que eles adoram tipo sorvete, gelatinas divertidas com frutinhas picadas, frutas com cobertura de caramelo ou chocolate. Quanto às verduras, as crianças irão adorar se forem em forma de bolinho ou formato de hambúrguer (no lugar da carne, na preparação, ponha a verdura) com queijo derretido por cima. O exemplo dos pais também ajuda muito.


Alimentos que podem provocar alergia

Quais são? Quanto tempo esperar para dar novos alimentos e como fazer para que o organismo dele aceite bem? E porque outros alimentos podem substituir se, apesar de todas as cautelas, alguns deles lhe provocam alergia?

Uma reação alérgica é uma resposta adversa do organismo perante uma substância que (supõe-se) deveria ser tolerada sem problemas. Se esta for um alimento, estamos perante uma alergia alimentar: para que se produza uma reação alérgica a um alimento é imprescindível que o organismo tenha tido contato prévio com ele, a partir do qual tenha criado anticorpos. Isto significa que se uma criança é alérgica as proteínas ao leite de vaca, a primeira vez que o tomou não se terá sentido mal, mas em alguma ocasião a partir de então, algo que costuma embaralhar um pouco os pais (‘ele tomou durante alguns dias e nunca aconteceu nada até
hoje ”).

A chave está em prevenir
Os alimentos alérgicos mais comuns nas crianças com menos de cinco anos são, por esta ordem: o leite de vaca (45%), os ovos (44%), o peixe (14%), a fruta fresca(10%), os frutos secos (7%), e o chocolate (5%).

Para evitar que uma criança com tendência para alergias alimentares acabe por desenvolvê-las, é preciso prudência em relação à diversidade da dieta.

· Como primeira medida, devemos respeitar a ordem estabelecida pelo especialista para dar-lhe alimentos novos, bem como a idade em que se deve introduzir cada um desses alimentos. Deste modo, deve-se dar os mais alérgicos depois do primeiro ano, uma vez que o pequeno já tem o organismo bastante maduro e "treinado" para aceitá-los bem. Não é importante dar­-lhe a fruta antes e os legumes depois ou vice­versa (são alimentos de uma composição muito parecida), mas é um erro iniciá-lo no peixe antes da carne, ou nos cereais com glúten antes dos oito ou nove meses, ou dar-lhe um iogurte aos seis meses, quando ainda não provou leite de vaca. Provavelmente pode não acontecer nada, mas por quê correr o risco, se podemos esperar um pouco mais?
· A segunda precaução é oferecer-lhe muito pouca quantidade de alimento novo e ir aumentando as doses a pouco e pouco.
· A terceira medida é dar-lhe cada alimento novo por separado. Assim, se algum lhe provocar alergia é mais fácil detectá-lo.
· Por último, a recusa categórica de um determinado alimento pode ser um indício de alergia que não devemos deixar passar ao lado.

Os sintomas habituais

Todas as reações alérgicas passam por três fases: a sensibilização no primeiro contato com o alergénio (a substância que produz a alergia), o aumento no organismo da imunoglobulina IgE (o anticorpo que nos protege do alergénio) e, no contato seguinte com o alimento, os sintomas da reação alérgica, que podem aparecer imediatamente ou varias horas depois. As manifestações podem ser leves (urticária, ardor na boca, descamação da pele, inchaço dos lábios e das pálpebras, dor de barriga...) ou agudizar­se de tal forma que requeiram a atenção urgente do médico (dificuldades respiratórias, diarréias, vômitos, arrepios de frio, confusão, alterações do ritmo cardíaco...). Para deduzir que uma criança tem alergia não é necessário que se apresentem todos estes sintomas, mas apenas alguns deles.
Não devemos confundir uma intolerância com uma alergia alimentar: uma criança é intolerante quando o seu organismo não pode metabolizar um dado alimento (ou algum dos seus componentes); por isso, quando o come, vomita em seguida ou tem um desarranjo intestinal. Mas quando é alérgico não manifesta estas reações metabólicas, mas outras de tipo defensivo provocado pelo incremento de anticorpos, tais como borbulhas, prurido, aftas, inchaços da língua... Mesmo assim, há sintomas que podem coincidir (mal estar, vômitos, diarréia...) e, salvo se formos autênticos peritos, induzirem-nos em erro.

A visita ao médico

Para evitar possíveis erros e riscos é preciso levar a criança ao médico logo que se tenha a suspeita de que pode haver uma alergia. Se ele confirmar a alergia, a criança terá que seguir uma dieta isenta do alimento responsável pelo problema e de todos aqueles que possam incluí-lo na sua composição (uma criança alérgica ao ovo também não pode comer massa italiana, nem pudins, nem mesmo chocolate, porque pode conter algum aditivo derivado do ovo). Em todas as situações, o diagnóstico feito logo que se manifestem os primeiros sintomas favorece o desaparecimento da alergia alimentar. De fato, há crianças que, depois de estarem algum tempo sem comer ovos ou leite de vaca, chegam a tolerar bem estes alimentos.
De qualquer modo, é imprescindível seguir as recomendações do especialista à letra, porque nas embalagens dos alimentos nem sempre aparecem todos os ingredientes. Evidentemente, os alimentos que a criança não pode tomar devem ser substituídos por outros que o médico considere adequados, de modo a que a criança siga uma dieta completa e equilibrada que lhe permita desenvolver-se sem problemas.
As alergias alimentares costumam revelar-se antes de a criança cumprir os dois anos e, embora não passem de pais para filhos, existe uma propensão hereditária. Deste modo, se um dos pais é alérgico, a criança tem até 30% de probabilidades de sê-lo também, e se forem os dois, a porcentagem aumenta para 70%. A isto acresce que o pequeno pode ser alérgico sem que os pais o sejam. Por isso é muito importante vigiar a dieta deles desde o nascimento.



Criança também precisa de fibras

Ao prestar atenção no comportamento de seu filho à mesa, você pode avaliar se ele corre o risco de ficar gordinho.
Observe os itens abaixo. Se forem atitudes freqüentes, vale a pena consultar um pediatra ou nutricionista para prevenir uma possível obesidade.
· Seu pequeno adora apenas alimentos calóricos, como bolachas e chocolates.
· Não mastiga direito a comida.
· Não respeita os horários das refeições para se queixar de fome.
· Pede comida fora de hora.
· Esconde guloseimas para comer longe dos olhos dos outros.



Elas são encontradas em alimentos de origem vegetal e, por não serem absorvidas pelo organismo, fazem o papel de minúsculas vassouras, envolvendo resíduos de alimentos e ajudando o intestino a funcionar melhor e mais rápido. As fibras estão presentes em maior concentração nas leguminosa (feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha), nos cereais(arroz, aveia, milho e trigo), legumes, verduras, frutas e vegetais folhosos. Para calcular quanto seu filho deve comer de fibras diariamente, use a fórmula: quantidade de fibras = idade da criança + 5 gramas. Assim, se seu pimpolho tem 4 anos, por exemplo, ele necessita de 9 gramas diariamente. Veja a quantidade de fibras em alguns alimentos mais usados na alimentação infantil:  
ALIMENTO PORÇÃO FIBRAS
Pão 1 unidades 1,5g
Aveia 1 colher de sopa 2
Cereal Matinal 1 xícara de chá 0.5g
Feijão ½ concha 3,5g
Milho ½ xícara de chá 2,7g
Mandioca Cozida 1 pedaço pequeno 2,5g
Abobrinha 2 colheres de sopa 0,5g
Cenoura 1 unidade pequebna 1g
Tomate 1 unidade 1g
Maçã com casca 1 unidade grande 3g
Pêra com casca 1 unidade grande 3g
Banana 1 unidade grande 2g
Goiaba 1 unidade grande 5g
Mamão Papaia ½ unidade média 3g
Morango 5 unidades grandes 3g

 

 

 
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