Aquele corpinho de volta
A maior alegria que uma mãe pode ter depois do nascimento do filho é vê-lo crescer e engordar. E, de quebra, perceber que o próprio peso está diminuindo. Para isso, não se aventure em dietas malucas - especialmente se estiver amamentando. Siga as orientações dos especialistas e entre rapidinho no antigo jeans.
Para muitas mulheres, gravidez é sinônimo de liberou geral na comida. Como sabem que vão ganhar uns quilos a mais (e que ninguém vai cobra-las por isso!), acabam caindo de boca em tudo que é gostoso e engorda. Portanto, chegar ao final da gestação muito acima do peso acaba sendo até natural na cabeça de algumas grávidas. Mas, além de não ser saudável para elas nem para o bebê é, depois, um empecilho para voltar à antiga forma. Engordar 16 quilos na gravidez é o máximo recomendado às que estão com o peso em dia. Já quem está acima deve controlar mais ainda. Mulheres que engordam pouco nos três primeiros meses saem na frente na corrida contra o extermínio de quilos. “Se você seleciona o que come antes e depois do parto, volta ao seu peso original em quatro ou cinco meses”, afirma Márcio Krakauer, endocrinologista do Hospital e Maternidade Doutor Christóvão da Gama, em Santo André (SP). Para controlar o ganho de peso, os médicos lançam mão do índice de massa corporal (IMC) desenvolvido para grávidas. Veja, abaixo, a tabela criada pela National Academy of Science, nos Estados Unidos.
IMC Pré-gestacional Peso total na gestação
Menor que 19,9 (magreza) De 12,5 a 18 quilos
De 20 a 26 (normalidade) De 11,65 a 16 quilos
De 27 a 29 (sobrepeso) De 7 a 11,5 quilos
Maior que 29 (obesa) 6 quilos ou menos
A forma de calcular é a mesma da tabela de IMC tradicional. Divida o seu peso pela sua altura multiplicada por dois. Por exemplo: 60 quilos / 1,64 x 1,64 metro. Seu índice de massa corporal é 23, o que significa que seu peso é normal e que você pode engordar no máximo 16 quilos durante a gestação. Se conseguir um pouco menos, melhor. Quando o controle de peso é feito na gravidez, fica mais fácil voltar à forma, mas, se você engordou além da conta, não precisa se desesperar. Depois que o bebê nascer, evite beliscar, comer doces e alimentos gordurosos. Abuse de legumes, frutas, verduras, laticínios desnatados e carnes magras - peixes e frangos estão no topo da lista. Isso também vale se estiver amamentando -, mais inclua doses de cereais e grãos, fundamentais para a formação do leite. Se você parou de amamentar, pode se controlar um pouco mais. “Assim que engravidar, freqüente cursos para gestantes, comum em maternidades e postos de saúde, para garantir um emagrecimento saudável e duradouro”, diz Silmara Lucheti Tervel, nutricionista do Hospital e Maternidade Doutor Christóvão da Gama.
Para quem está amamentando...
Ao dar à luz, a responsabilidade de produzir leite rico em nutrientes para o bebê é grande. As lactantes precisam rechear a alimentação com ácido fólico (grãos e vegetais verdes, como espinafre, agrião e brócolis) e vitamina C (acerola, kiwi, goiaba, melão, morango, etc.). Também não devem deixar de lado o cálcio (queijo, leite e iogurtes desnatados) nem as proteínas, que, inclusive, vão contribuir para o fortalecimento das unhas e do cabelo, que costumam enfraquecer depois do parto. Lembre-se de que no período na amamentação o que vai fazer diferença na perda de peso é a qualidade e não a quantidade. Uma alimentação saudável com 2,2 mil calorias é o ideal para uma lactante voltar ao peso anterior em poucos meses. “E amamentar também emagrece - a cada mamada a mãe perde aproximadamente 150 calorias”, diz a nutricionista Andréa Rabay, da Clínica Kyron, em São Paulo.
Para quem não está amamentando...
Se você ainda está acima do peso e o seu leite já secou (ou não pode, por algum motivo, dar de mamar), talvez seja mais difícil voltar a forma. “Você já não perde calorias produzindo leite nem amamentando, portanto pode riscar o carboidrato das refeições noturnas. O que não deve ser feito na dieta das lactantes”, explica Andréa Rabay. A regra continua sendo comer pouco e várias vezes por dia para cumprir a meta de 1,2 mil calorias diárias. “Inclua alimentos, os mais naturais possíveis, ricos em fibras, como frutas e cereais, no intervalo das refeições. Evite doces, gorduras e tempere a salada com um fiozinho de azeite”, orienta Andréa.
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